A coluna Feira em História, assinada pelo jornalista Zadir Marques Porto, traz fatos históricos e curiosos sobre a cidade

Fotos: Divulgação – Arquivo ZMP

É dito que “na vida há tempo pra tudo”, o que representa uma verdade. E isso para as mais diferentes coisas possíveis, como a própria vida. Nas artes plásticas, a Cidade Princesa teve uma época de intensa atividade, quando eram comuns as exposições e o surgimento de talentosos valores, alguns dos quais já não estão entre nós, mas estão imortalizados através das telas. Entre os anos de 1960 e 1990, uma movimentação intensa marcou o cenário das artes plásticas em Feira de Santana. Sem desmerecer cenários anteriores e posteriores, falamos um pouco dessas quatro décadas.

Embora novos artistas surjam e a renovação de valores e estilos nas artes plásticas seja permanente, Feira de Santana viveu, entre as décadas de 1960/1990, um período de invulgar destaque nesse cenário, com a realização de eventos significativos que proporcionaram o aparecimento de muitos artistas até então desconhecidos do público, exatamente pela falta de oportunidade e espaço para apresentar os seus trabalhos. Não se pode omitir a generosa liderança do professor Dival Pitombo, que, com a áurea de diretor do Museu Regional, era absolutamente receptivo e incentivador dos novos artistas.

No Museu Regional, que funcionava na Rua Professor Geminiano Costa – atual Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira –, com o apoio de Antônia Cardoso, Kátia Carvalho e outros dedicados servidores, Dival Pitombo mantinha o estabelecimento em constante atividade, com mostras de artistas de fora e do universo da Princesa. Talvez a época, sem os milagres da moderna tecnologia, expandidos via internet, telefone celular, redes sociais e a Inteligência Artificial (IA), contribuísse, permitindo o olhar humano sobre coisas mais simples, mas igualmente importantes como as artes plásticas.

Nesses “anos dourados” referidos – entre a década de 1960 e os anos finais da década de 1990 e início da década seguinte –, de nossa parte não há precisão exata dos anos –, independentemente de valores já conhecidos como Juracy Dórea, Célia Pires, Charles Albert, Graça Ramos, Marcos Morais, Pilar Santana, José Carlos Carvalho, Jocival Cerqueira, Gilmário Meneses, Carlo Barbosa e Pedro Roberto (estes dois atuando mais no sudoeste do país), o cenário local descortinava-se para novos talentos, alguns da própria terra, outros a ela incorporados.

Nesse caso, vale citar o pintor Glárkas, oriundo do sul baiano, cujo trabalho no óleo sobre tela ganhou enorme projeção junto aos admiradores da pintura, marcando sua breve, mas positiva, presença em Feira. Além do óleo sobre tela, dominava bem o nanquim, produzindo interessantes quadros sobre a temática baiana. Do vizinho município de São Gonçalo, autodidata e sem maior interesse a não ser fazer o que gostava, o moveleiro Caboclo (Carlos Pedreira) foi outro que enriqueceu esse cenário de cores e criatividade, também ocupado por vários outros, como o fotógrafo Carlos Silva, que, depois de trabalhar bom tempo com o fotógrafo Nestor Vieira, dedicou-se com real sucesso à pintura, produzindo em pouco tempo centenas de telas.

Tinha uma fórmula simples e própria de trabalhar, absorvida dos tempos de fotógrafo. Casarios, feiras livres, figuras humanas eram os temas mais abordados. Carlos Silva utilizava tintas quase sempre de manipulação própria, o que dava às suas obras fácil identificação, aliada à regularidade dos traços e contornos. Herivelton Figueiredo, com a regionalidade em óleo sobre tela e ministração de aulas; Galeano; Joaquim Brasileiro, ganhador do Salão de Artes Plásticas com o quadro As Cabaças; o publicitário e professor Vivaldo Lima, responsável pela restauração da pintura do teto interno da Prefeitura, foram outros nomes de expressão dessa época, ainda figurada pelos irmãos Nailson Chaves e Pedrone, este mais voltado para o cartum e o trabalho gráfico.

Nailson começou escrevendo poesias, vindo depois à pintura, que o identificaria definitivamente no mundo das artes plásticas, em seguida fixando-o como um dos melhores da época. Também tiveram significativa presença nesse cenário Dalbert, Alex Pessoa, Bena Loyola, cearense que durante alguns anos viveu na Princesa do Sertão, e o professor de pintura Gilberto Gomes, excelente no bico de pena, que retornou ao interior de São Paulo, onde teria falecido. O feirense Ricardo Jerônimo, hoje residindo na Chapada Diamantina, surgiu ainda na época de ginasiano no Museu Regional de Feira e hoje dedica-se, com sucesso, à pintura mediúnica. Geraldo Santana foi destaque nesse período, mas, sem razão plausível, abandonou a arte. Outro que teve relevante participação foi o psiquiatra Evandro Cardoso, que, em variadas técnicas como óleo sobre tela, bico de pena, pastel e na escultura em madeira, mostrou perfeito domínio, com um item positivo a mais: a rapidez.

Por Zadir Marques Porto

Foto: Tatiana Azeviche Ascom/SeturBA

A estudante de nutrição Maria Eduarda Nunes, 21 anos, moradora do distrito de Jauá, em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, foi eleita Rainha do Carnaval de Salvador 2026, na noite de segunda-feira (2), no Fiesta Bahia Hotel (Itaigara). Conhecida nas redes sociais como Duda Nuza, a jovem que irá reinar na folia tem mais de 280 mil seguidores no Instagram. Maria Lúcia Longuinho, de Feira de Santana, e Maviniê Hebe, de Brumado, foram escolhidas como 1ª e 2ª Princesas, respectivamente.

“É uma enorme alegria ser coroada Rainha do Carnaval de Salvador. Isso não é somente sobre mim, é também sobre o legado deixado por outras mulheres. Estou muito feliz”, declarou a vencedora.

A final do concurso, realizado pelo Fórum Internacional de Comunicação, Ecologia e Turismo (Ficet), reuniu uma plateia vibrante, torcidas organizadas das 12 candidatas e 11 jurados, responsáveis pela difícil missão de escolher as soberanas da maior festa popular do mundo. O evento teve o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA).

O público acompanhou cada detalhe do espetáculo que celebrou a cultura carnavalesca. As candidatas desfilaram e se apresentaram ao som do tema “Bahia de Todos os Sambas”, coreografado por Elivan Nascimento, que destacou as diversas vertentes do samba nascido na Bahia e levado ao mundo. Os figurinos, assinados pelo estilista Nadson Maimone, arrancaram aplausos calorosos da plateia.

“A Rainha e as Princesas eleitas passam a representar oficialmente o Carnaval, reinando na cidade até a Quarta-feira de Cinzas, com beleza, simpatia e alegria. Foi mais uma edição espetacular do concurso, que teve o apoio fundamental da Setur-BA”, disse o presidente do Ficet, Gorgônio Loureiro.

Fonte: Ascom/ Setur-BA

Todo esforço valeu a pena. Essa jovem brasileira foi aprovada em 1º lugar em Medicina na Universidade Federal da Bahia (Ufba), trabalhando de dia e estudando à noite.

Ana Luiza, de 23 anos, foi aprovada 1º lugar em Medicina na Universidade Federal da Bahia e a família comemorou. – Fotos: reprodução/Instagram

Ana Luiza Teixeira tem apenas 23 anos. Ela nasceu em Valente, no interior da Bahia e postou um vídeo nas redes para comemorar a vitória, que foi muito emocionante para os pais dela. A mãe é enfermeira.

“Foi uma sensação muito boa. Fiquei muito orgulhosa por tudo que isso representa”, disse Ana, a nova caloura.

Anos de cursinho

E Ana ralou muito.

Ela fez três anos de cursinho enquanto cursava o Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Saúde.

E teve que manter um desempenho excelente para conquistar a colocação e contou na história dela no Instagram.

Filha de enfermeira

A jovem contou que, desde pequena, tentou se afastar da área da saúde.

É que a mãe dela é enfermeira há 30 anos e ela via quanta dedicação a profissão necessita.

Mas não teve jeito. Com o passar dos anos, amor pela profissão falou mais alto.

Muito orgulho

Quando a família soube da aprovação da Ana Luiz em primeiro lugar em Medicina na federal, foi uma festa.

Nem precisa dizer sobre o orgulho da mãe.

Ana falou da emoção de dar esse presente aos pais:

“Meus pais ficaram muito felizes, choraram bastante. Minha mãe ficou muito emocionada. Acho que foi uma realização para eles”, finalizou.

Foto : Gabriel calazans

O evento, que antecede a Festa de Nossa Senhora dos Humildes, padroeira da localidade, reuniu moradores e visitantes

As ruas do distrito de Humildes, em Feira de Santana, foram tomadas por cores, música e animação na manhã deste domingo (01), durante a tradicional Lavagem de Humildes. O evento, que antecede a Festa de Nossa Senhora dos Humildes, padroeira da localidade, reuniu moradores e visitantes em um cortejo marcado pela valorização cultural e pelo clima de confraternização.

Ao som da Fanfarra de Cachoeira e Muritiba, foliões fantasiados percorreram as principais vias do distrito, transformando o domingo em um verdadeiro espetáculo popular. A lavagem funciona como uma prévia das celebrações religiosas que terão início no próximo fim de semana, quando a festa da padroeira deve atrair ainda mais fiéis para Humildes.

Presente no evento, o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou o significado da celebração para a comunidade. “É um momento de prazer e alegria para todos. A comunidade se reúne, se diverte e mantém viva uma tradição que faz parte da história do distrito. Humildes tem mais de 100 anos e preservar essa cultura é valorizar a própria vida do lugar”, afirmou.

De acordo com Nailton Santana, um dos organizadores, esta foi a oitava edição do evento no formato atual, que preserva uma celebração centenária. “É uma festa que atravessa gerações. Com o apoio de amigos, comerciantes e da própria população, conseguimos trazer as fanfarras, as baianas e realizar mais uma edição. A lavagem de Humildes é a identidade cultural do distrito e não pode acabar”, ressaltou.

Entre os participantes, a aposentada Maria Madalena emocionou-se ao falar sobre a ligação afetiva com a festa. “Participo desde criança. Vi essa lavagem crescer, mudar, mas nunca perder a essência. Enquanto eu tiver forças, estarei aqui, porque isso faz parte da minha história e da história de Humildes”, disse.

Mais do que um evento festivo, a Lavagem de Humildes reafirma a importância da memória, da fé e da cultura popular, fortalecendo os laços comunitários e mantendo viva uma tradição que atravessa gerações no distrito.

Maria Betânia-Caetano Velos/Instagram

Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o neste domingo (01) Grammy Awards 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Global com o disco Caetano e Bethânia Ao Vivo.

O prêmio foi recebido em nome deles pela apresentadora Dee Dee Bridgewater, durante evento em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A produção premiada é um registro da turnê dos dois artistas. A conquista coroou o momento artístico marcado por reencontros afetivos com o público e pela reafirmação da força da canção brasileira no cenário internacional.

O álbum, gravado ao longo da turnê que atravessou diversas cidades brasileiras com casas lotadas, reúne sucessos das trajetórias individuais dos dois artistas, como Reconvexo e Vaca Profana, além de uma versão inédita de , composição de Iza com nova leitura nas vozes dos irmãos.

Ao comemorar a vitória nas redes sociais, Caetano e Bethânia escreveram

“Que alegria em vencermos o @grammys de ‘Melhor Álbum Internacional’ juntos! Em especial, gostaríamos de agradecer aos músicos que ao nosso lado, fizeram esse disco acontecer.
O nosso muito obrigado a todos que ouviram o disco, foram aos shows e compartilharam desta história conosco!”

Para Maria Bethânia, o primeiro Grammy representa a consagração internacional após décadas de carreira.

Para Caetano, essa foi a sexta indicação ao Grammy e a terceira premiação. O artista baiano já venceu duas vezes: com Livro (1998) e João Voz e Violão (2000), álbum de João Gilberto que produziu.

 

Fonte: Agência Brasil 

Leandro (Boneco), Matheus e Brigido enfrentam o segundo Paredão do BBB 26

A disputa pela permanência na casa mais vigiada do Brasil está oficialmente aberta. Leandro (Boneco), Matheus e Brigido estão no segundo Paredão do BBB 26, formado após uma noite marcada por reviravoltas, tensão e estratégias expostas durante a dinâmica das Caixas-Surpresa.

Diferente da semana anterior, a formação do Paredão aconteceu sem a tradicional Prova Bate e Volta, o que deixou os emparedados sem chances de escapar da berlinda. A ausência da prova aumentou a pressão entre os brothers e tornou o clima da casa ainda mais pesado.

A dinâmica das Caixas-Surpresa teve papel decisivo no jogo, interferindo diretamente nas indicações e movimentando alianças que até então pareciam sólidas. As escolhas feitas durante a atividade geraram desconfiança, debates acalorados e deixaram claro que o jogo entrou em uma fase mais estratégica.

Leandro (Boneco) chega ao Paredão após se envolver em embates recentes dentro da casa, enquanto Matheus viu sua posição no jogo ser questionada por outros participantes. Já Brigido, que vinha adotando uma postura mais discreta, acabou surpreendido pela formação e agora precisa conquistar o público para seguir na disputa.

Com perfis e trajetórias diferentes, os três emparedados dependem agora da votação do público para continuar no reality. O resultado do Paredão promete impactar diretamente os rumos do jogo e redefinir alianças dentro da casa.

A eliminação acontece na próxima noite ao vivo, e o público já começou a se mobilizar nas redes sociais para defender seus favoritos. Quem deixa o BBB 26? A resposta está nas mãos do Brasil.

Foto: Beatriz Rosado/Acorda Cidade

 

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), confirmou ao Altos Papos que já escolheu sua atração favorita para substituir o cantor Bell Marques na abertura oficial da Micareta 2026, que será realizada de 19 a 22 de novembro.

Por ora, Ronaldo preferiu adotar sigilo sobre o nome até que, segundo ele, as conversas sejam concluídas.

“Eu queria Bell e não deu certo. Tem uma atração que eu gostaria de incluir, que não deu resposta ainda, então por isso que nós não anunciamos”, revelou o prefeito, que, em seguida, despistou ao ser questionado sobre o ritmo dessa atração: “A Micareta é uma festa de vários ritmos. Você vai do reggae para o arrocha, para o samba, para o axé, pro pagodinho e pro pagodão […]”.

Por Taiuri Reis/Altos Papos